A matemática é essencial para a vida

Conforme a criança cresce e passa a frequentar a escola, novos ensinamentos começam a ser transmitidos, entre esses, a matemática. Sabemos que somar, dividir, multiplicar e subtrair são as primeiras lições de meninas e meninos, até aprenderem sobre cálculos mais complexos na adolescência e vida adulta.

Entretanto, notamos que há dificuldades nesse setor, e nem sempre os pequenos se mostram interessados para mergulhar no mundo dos números e dos sinais, fator que pode ser extremamente prejudicial, já que a matemática está presente em todos os lugares.

Segundo dados da revista Exame, isso ocorre porque o Brasil está entre os piores no ranking quando o assunto é educação. Além disso, diferentes fatores podem contribuir para o reforço negativo na criança, que passa a achar que matemática é um bicho de sete cabeças.

Para nos explicar mais sobre o assunto, a psicóloga Lilian Almeida Gomes oferece dicas para você aplicar em casa de como a criança pode gostar de matemática.

1) Não desestimule

Quando há dificuldade em aprender, é importante continuar incentivando de forma positiva, seja com brincadeira ou situações concretas, até que o seu filho sinta prazer em ser desafiado, pois perceberá que consegue resolver tais situações, mas para isso, ele precisa se sentir valorizado para arriscar.

2) Aprender no cotidiano

As atividades mecânicas podem ser evitadas no início e aprender brincando é uma boa opção. “A tabuada, por exemplo, é fato que precisamos memorizá-la para aplicarmos este saber de forma mais ágil. No entanto, primeiro a criança precisa compreender o que significa a multiplicação (…) A compreensão da ação envolvida é que dará suporte para utilização dos números, caso contrário, a matemática torna-se meramente uma reprodução mecânica e isenta de sentido e, consequentemente, bastante desanimadora (…)”, ressalta Lilian.

3) Brinquedos  educativos e jogos

Para contribuir com o aprendizado da criança, os brinquedos educativos e jogos são recomendados. Seja com o dominó, bingo ou mesmo peças de madeira com sinais, esses objetos assumem a função de aprendizado lúdico, sendo de extremo benefícios para os pequenos. “Os jogos possibilitam trocas afetivas que sustentam o interesse da criança em desafiar-se e superar-se para saber cada vez mais”, comenta a psicóloga.

4) A presença dos pais faz a diferença

Na hora de aprender, mães e pais precisam estar ao lado, seja nas tarefas escolares ou em algum momento da rotina. “Na medida em que os pais se disponibilizam a estarem, de fato, com os filhos, ouvindo-os, questionando e buscando respostas, estimulam o pensando matemático, que não se limita apenas a números. Por exemplo: lançar para a criança situações como: ‘Você está lavando a cabeça, o cabelo está ensaboado e acaba a água, o que você faria?’ Para gostar de matemática é preciso contextualizá-la, oferecer sentido e reconhecer sua utilização em situações concretas.

5) Valorize a criança

“O raciocínio é a base do nosso comportamento e, portanto, precisa ser valorizado. A criança precisa perceber que a sua opinião é importante, e que suas ações são valorizadas pelos pais e professores. Se isso não ocorrer, ela não perceberá o valor que possui. O que ocorre em muitos casos é um embotamento cognitivo: a criança é inteligente, mas não sabe como usar tal capacidade”, finaliza.

Lilian De Almeida Gomes é psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), atua com atendimentos particulares e também como psicopedagoga.

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Escrito por: Maria Luísa Bergamasco

Jornalista. Acredita que através da informação e do conhecimento, famílias podem trocar experiências e expandir suas ideias. Adora ouvir histórias, comer petiscos e sentar em botecos.

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