A primeira heroína mulher

Uma das principais integrantes da Liga da Justiça, Mulher Maravilha, foi a primeira super-heroína criada pela DC Comics. Essa personagem tornou-se ícone feminino da cultura pop, e não apenas isso, a ONU reconheceu sua importância no movimento feminista e a tornou Embaixadora Honoraria da organização. Com o acontecimento, podemos ver a importância que os quadrinhos carregam.

Diana de Themyscira, como também é conhecida, foi mandada para um mundo cheio de homens, com o intuito de trazer a paz. Criada por Charles Moulton e H. G. Peter, sua aventura começou na revista All Star Comics #8 de dezembro de 1941. Ainda que com histórias tímidas no ínicio, ela foi conseguindo seu espaço, até que em maio de 1942 ganhou uma revista própria, intitulada Wonder Woman #1.

As lições de Mulher Maravilha

Em uma sociedade em que só os homens tinham a vez,  ela mostrou para que veio, principalmente, ao se tornar parte da Trindade DC Comics junto com Batman e Superman. Seu uniforme possui estrelas, e carrega as cores da bandeira americana. Mostrando um ideal do patriotismo, a personagem torna-se um símbolo da liberdade.

Tendo esse objetivo escondido nos seus quadrinhos, pouco a pouco, Diana foi se infiltrando nos lares americanos. Seus ensinamentos eram sobre a importância da mulher, e o quanto os pensamentos machistas e masculinos eram prejudiciais para formação de uma nova sociedade liberal.

Uma personagem com tanta complexidade moral só poderia ter saído da cabeça de um gênio. O seu criador, usava pseudônimos, pois tinha medo de represarias, devido ao público, que era mais restrito aos homens. William Moulton Marsto, ou Charles Moulton, eram os que ele usou por um tempo. William é conhecido por ter sido o psicólogo criador do poligrafo, o detector de mentiras. Inspirado em suas duas mulheres, Elizabeth Holloway Marston e Olive Byrne, Moulton acreditava que as mulheres eram iguais aos homens e não tinham potencial somente para serem tão boas quanto homens, mas sim, para serem superiores a eles. Com um pensamento tão feminista para época, Moulton soube expressar sua opinião ao criar a Mulher Maravilha, um semideusa greco-romana.

Origem

Surgindo do mito das amazonas e de uma ilha paradisíaca, Diana teve sua origem mudada em muitos aspectos. Porém, há duas versões mais conhecidas. A primeira é que sua mãe, a rainha Hipólita, se apaixona  maternamente pela estátua de uma menina. Por consequência, acaba pedindo para os deuses do Olimpo proporcionarem vida a ela. A segunda, é que a Mulher Maravilha é filha de Zeus e Hipólita.

Para muitos, a versão mais aceita é a que faz dela uma semideusa e lhe dá a origem mais sensata de seus poderes. Atena lhe deu a sabedoria, Afrodite a sua beleza e um coração amoroso, Deméter lhe presenteou com a força, dos gêmeos Apolo e Ártemis, a capacidade de cura acelerada e habilidades de caça, de Hermes surgiu a velocidade, e de Hefesto ganhou a imunidade ao fogo, com seus braceletes e seu laço mágico, já de Poseidon a destreza no nado e de seu pai, Zeus, a capacidade de voar.

Diana sempre foi tratada com muito esmero pela população feminina, que observava nela a futura rainha da ilha de Themyscira. Porém, tudo isso muda quando o piloto Steve Trevor, da Força Aérea americana, cai com seu avião na ilha. Na sequência, a rainha resolve através de uma competição, decretar a vencedora a mulher incumbida de levar Steve para o Estados Unidos. Proibida de participar, Diana se disfarça e acaba ganhando a competição.

Mulher Maravilha

Assim, Diana ganha o direito de ir para América em seu avião invisível, levando consigo Steve Trevor por quem nutre um sentimento de amor. Durante seu período de adaptação, ela adota a identidade secreta de Diana Prince, uma enfermeira da força Área americana para ficar junto de Trevor. Diferentemente de Superman e Batman, a Mulher-Maravilha luta na Segunda Guerra Mundial contra os alemães e japoneses. Numa época em que as mulheres não lutavam em combate, ela se tornou um exemplo para ser seguida. Entretanto, com a morte de seu criador e roteirista em 1947 algumas das principais características da heroína se perderam. E isso começou com a mudança do uniforme, que foi levemente modificado do original.  Outra mudança visível foi a criação de uma Mulher Maravilha menos envolvida no combate ao crime.

Em um desses arcos, Diana abre mão de sua vida na ilha para viver junto de Steve. Consequentemente, deixa a amazonas em outra dimensão. Trevor é acusado de um crime que não cometeu, e o leva a morte depois de algumas edições. Diana sente na pele o sentimento humano e a dor da morte de alguém que se ama. Os objetivos dos roteiristas eram tirar a mitologia da personagem.

Das crises infinitas ao renascimento

Em 1986, a Mulher Maravilha tem sua história recontada por George Perez e Greg Potter. Os autores revelam que as amazonas são mulheres mortas vítimas da crueldade dos homens, e a deusa responsável por sua criação é Afrodite. Enquanto isso, sua história se arrasta por versões alternativas, em que acontece clossovers, onde a Mulher Maravilha se encontra com outros personagens familiares da editora.

Já na versão relançada em 2011 intitulada de Os Novos 52, temos um Diana interagindo com os Deus do Olimpo. Aprofundando ainda mais seu elo com a mitologia grega, Brian Azzarello soube muito bem utilizar todo o potencial da heroína sem deixar de lado as questões amorosas que tantos os fãs pediam, e ela acaba tendo um relacionamento amoroso com Superman. Mas como é de esperar, o romance acaba com morte de Superman, deixando assim o caminho livre novamente para Trevor.

Mulher Maravilha

A personagem atualmente

Atualmente, encontramos a Mulher Maravilha sendo relançada em uma linha intitulada de Rebirth, ou se preferir, Renascimento em português. Desde 2016 ela é lançada de duas maneiras, sendo quinzenal e mensal, para duas versões diferentes da personagem. O primeiro arco, chamado Mentira, se passa no presente, com ela tentando descobrir mais sobre seu passado junto com Dra. Barbara Ann – Mulher-Leopardo – e Steve Trevor na África. O roteiro é de Greg Rucka, que está sendo incrível. Já o segundo arco, chamado Ano Um, teria sido criado uma nova origem para Mulher Maravilha, com os desenhos de Nicola Scott. Nessa versão, temos uma Deusa completamente independente. Além disso, a personagem decide ir para a terra dos homens, não por estar apaixonada por Trevor, mas por querer conhecer o mundo além da Ilha Paraiso. Porém, o ponto a se destacar é a inocência da personagem no mensal rebirth.

Hoje, nós a consideramos uma Deusa da mitologia, incorporada a uma sociedade moderna. Isso porque ela é uma heroína com muitas histórias boas. Além disso, a Mulher Maravilha não deixa de levar questões atuais e de trazer entretenimento ao mundo.

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Escrito por: Iolanda Strambek

Primeiramente, não sou desse planeta. Sou uma padawan, e luto todos os dias contra o lado negro da Força. Minha fraqueza é a kryptonita e torço para que o inverno chegue logo. Entre, puxe uma cadeira e aproveite o conteúdo.

1 comentário
  1. Fernanda Andrade disse:

    Desde o surgimento da história em quadrinhos, a mulher maravilha foi muito bem sucedida em ser considerada a primeira super-heroína feminina. Ele teve muitas adaptações e acho que está cumprindo as expectativas. Gal Gadot esta impecável. Desfrutei de ver a esta atrizr em Mulher Maravilha, eu gosto como interpreta o seu personagem, e sobre tudo é diferente a todos os filme mulher maravilha. Ela sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. Além, acho que a sua participação neste filme assustador realmente ajudou ao desenvolvimento da história.

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