Quando a criança berra, bate o pé e argumenta com o adulto no momento de ouvir um “não”, ela pode ter entrado num processo de dificuldade de aceitação quando seu desejo não é atendido. Nós sabemos que, em muitos casos, fica difícil para os pais negarem o pedido do filho. Porém, satisfazer todas as vontades pode gerar um comportamento nada agradável no futuro. A psicóloga Bárbara Fernandes explica sobre como não devemos mimar nossos filhos, mas sim, orientá-los com amor e, principalmente, com limites.  Confira a seguir: 1) Existem vários fatores que levam a criança a ser mimada, você pode citar alguns deles? Como você definira o comportamento de uma criança com essa característica? A terminologia “criança mimada” pode ser compreendida como um conjunto de atitudes e comportamentos em que a criança se torna intolerante a outras vontades que não sejam as próprias. A palavra “birra” é usada para se referir a estes comportamentos que incomodam. Isso acontece porque as crianças ainda não têm maturidade suficiente para lidar com noções as frustrações que as incubem. Se a criança tem dificuldades em lidar com limites, pode desenvolver um padrão de comportamento em que escolhe fazer apenas o que gosta, passando a agir de maneira intolerante, o que reflete sua dificuldade em lidar com imposições e incorporação de regras. Mimar uma criança pode ser muito prejudicial para o seu desenvolvimento. 2) Por que alguns pais possuem dificuldade em dizer “não” aos filhos? A dificul...
Vivemos constantemente conectados através da tecnologia. Não apenas as mensagens escritas, mas as imagens por si só invadem nossa mente diariamente. Para as meninas, as referências estéticas passam a ser, em muitos casos, as modelos e manequins. Para os meninos, o porte atlético de jogador americano é cada vez mais cobrado quando o assunto é autoestima. Aprendemos desde muito cedo sobre a dificuldade de gostarmos de nós mesmo. Mas e as crianças que estão nascendo? Como ensiná-las a ter autoestima num mundo onde é cobrado cada vez mais beleza e perfeição corporal? Como criar uma geração que possa se amar cada vez mais? É sobre isso que a psicóloga Stéfanie Viudes vem auxiliar os pais sobre como lidar com esse tema. O Conceito de autoestima De acordo com a psicóloga, “a autoestima é o produto da concepção que o sujeito tem sobre si, unida ao sentimento que cultiva sobre sua imagem, somado aos comportamentos e pensamentos que são capazes de demonstrar seu valor e sua segurança diante das relações que estabelece. A avaliação que fazemos de nós mesmos é construída desde nossa infância.” Sabemos que estar presente na rotina dos filhos é uma forma de compreender o que se passa no universo deles. Entretanto, a dúvida ainda permanece: O que fazer para que o meu filho desenvolva autoestima de maneira saudável? Para a profissional, não há uma receita de bolo, porém, a criança busca reconhecimento por parte dos pais, e por isso, é importante que esses entendam a necessidad...
Os contos de fadas estão presentes em livros e filmes por diversas gerações. Desde os irmãos Grimm até então, muitas versões foram surgindo e conquistando o coração de adultos e crianças. Essas histórias nos levam para um mundo mágico, onde tudo é possível. Mas será esse o único fator para as meninas serem tão apaixonadas por contos de fadas? A psicóloga e consultora Letícia Gomes Gonçalves nos explica um pouco sobre esse cenário e também a respeito da importância do diálogo entre pais e filhos na construção do pensamento sobre essas narrativas. 1) Percebemos que as crianças, principalmente as meninas, gostam de pensar que são princesas, tanto que se vestem como determinadas personagens. Por que esse comportamento ocorre? As crianças aprendem por imitação e são incentivadas a querer ser como seus personagens favoritos dos contos de fadas. Se elas assistem ou leem muito sobre princesas e príncipes, irão querer se parecer com cada um deles. Elas criam um vínculo afetivo com história de seus personagens favoritos e passam a querer fazer parte desse universo. Quem nunca cortou o cabelo como a mocinha da novela ou comprou as roupas que as famosas usam? Fazemos isso porque desejamos ser aceitos e amados por todos. 2) Muitas histórias de contos de fadas estão mudando o rumo. Percebemos que nem sempre o príncipe encantado salva a protagonista. Encontramos esse exemplo no filme Frozen, onde o amor das irmãs Anna e Elza são destaque. As questões sociais têm impacto direto sobre a mu...
Mais do que sonhar, Rebeca Nunes mostrou para todos que nossos desejos podem ser reais. Aos 9 anos, ela é a nova bailarina do Teatro Bolshoi no Brasil. Apesar de sua trajetória estar apenas começando, essa garotinha já tem muita história para contar.  Ao lado de sua mãe, Maeli Nunes, as duas explicam como foi o início de todo esse processo. Bailarina desde cedo  “Desde que eu estava grávida, todo o dia o pai dela tocava violão a noite, e a Rebeca se mexia. Depois que ela nasceu, antes mesmo de completar 2 anos, ela pediu para ir ao balé. Entretanto, não era possível, pois ela ainda usava fraldas”, riu Maeli ao contar. Quando completou o segundo ano de vida, começou a frequentar aulas e permaneceu por um período de 3 meses. “Isso porque a professora pediu para ela se apresentar, mas eu não autorizei, devido à pouca idade que ela tinha. Conforme o tempo foi passando, minha filha insistiu no balé e, aos 6 anos, voltou a praticar.” Sendo uma bailarina nata, dançar sempre fez parte da vida de Rebeca. “Se fosse para guardar um lápis, ela iria dançando.” comenta a mãe. Treinando no Estúdio Artistas S/A em Botucatu, voltado para dança, teatro, música e cinema, a menina logo ganhou a cena. “Quando a professora a viu, disse que ela era muito pequena, já que todas as meninas do grupo na época eram dois anos mais velhas. Por fim, Rebeca fez o teste e ficou na turma.” As aulas ocorriam todas as terças e quintas e duravam cerca de uma hora. Atualmente, Rebeca frequenta as aulas todos os...
Para diversificar o que fazer nas horas de lazer ao lado dos filhos, a prática de cozinhar pode ser uma alternativa muito divertida tanto para os pais, como para as crianças. Conversamos com a Psicopedagoga Márcia Regina Dechechi, que nos esclareceu sobre os benefícios dessa prática. Confira no texto abaixo e saiba um pouco mais sobre essa deliciosa atividade. Cozinhar é algo dinâmico Sendo algo muito dinâmico, através do cozinhar as famílias constroem memórias de afetividade, além de ser uma maneira lúdica que incentiva a alimentação saudável. “Pensando em termos nutricionais, podemos incentivar os filhos a compreender novas perspectivas sobre os alimentos e como são preparados. O tempo que usamos para prepararmos os pratos nos dão margem para uma conversa descontraída […] A criança já apresenta uma curiosidade natural e isso deve ser usado a favor dos pais para que desperte em seus filhos a consciência sobre o uso dos alimentos, evitando o desperdício. E não podemos deixar de mencionar que essa prática estimula a autonomia da criança; porém não podemos nos esquecer de detalhar os procedimentos para que tudo seja realizado com segurança.” A especialista ainda destaca que devemos estar atentos para a temperatura do forno. Além de tomar cuidados ao fechar a porta da geladeira e assim por diante. Meninos também podem cozinhar Mas não pense você que cozinhar é uma prática voltada apenas para as meninas. Esse cenário tem sido muito ocupado, inclusive, pelos garotos...
Fechar