Vivemos constantemente conectados através da tecnologia. Não apenas as mensagens escritas, mas as imagens por si só invadem nossa mente diariamente. Para as meninas, as referências estéticas passam a ser, em muitos casos, as modelos e manequins. Para os meninos, o porte atlético de jogador americano é cada vez mais cobrado quando o assunto é autoestima. Aprendemos desde muito cedo sobre a dificuldade de gostarmos de nós mesmo.

Mas e as crianças que estão nascendo? Como ensiná-las a ter autoestima num mundo onde é cobrado cada vez mais beleza e perfeição corporal? Como criar uma geração que possa se amar cada vez mais? É sobre isso que a psicóloga Stéfanie Viudes vem auxiliar os pais sobre como lidar com esse tema.

O Conceito de autoestima

De acordo com a psicóloga, “a autoestima é o produto da concepção que o sujeito tem sobre si, unida ao sentimento que cultiva sobre sua imagem, somado aos comportamentos e pensamentos que são capazes de demonstrar seu valor e sua segurança diante das relações que estabelece. A avaliação que fazemos de nós mesmos é construída desde nossa infância.”

Sabemos que estar presente na rotina dos filhos é uma forma de compreender o que se passa no universo deles. Entretanto, a dúvida ainda permanece: O que fazer para que o meu filho desenvolva autoestima de maneira saudável? Para a profissional, não há uma receita de bolo, porém, a criança busca reconhecimento por parte dos pais, e por isso, é importante que esses entendam a necessidade de cada uma. Elogiar o seu filho é fundamental.

Evite comparações entre os filhos

Outra atitude comum que ocorre entre os pais são as comparações. Esse ato pode prejudicar a criança e sua visão sobre ela mesma, trazendo problemas psicológicos futuros. “O enlace perfeito para que a criança deixe de aceitar suas diferenças e se sinta inferiorizada (também um bom ponto para instalação do preconceito). Se admirar um feito de um coleguinha, um primo, um irmão, dívida que aquele tipo de atitude é legal, para que a criança entenda as noções de certo e errado através de um bom exemplo, mas procure não comparar. Desse modo, a criança tende a respeitar sua própria individualidade. ”

Autoestima até na hora de brincar

A psicóloga finaliza ressaltando que outro ponto importante sobre o reforço da autoestima e que pode ser praticado pelos pais é o ato de brincar. “A brincadeira é um momento oportuno para reforçar a autoestima do seu filho. Jogos que estimulam a criatividade, o trabalho em equipe, a oportunidade de acertar e errar, ganhar e perder são uma ótima pedida. Se seu filho se encanta com suas atividades na cozinha, por que não o convidar para entrar na dança? Dê a ele responsabilidades adequadas a sua faixa etária. Além disso, dê a oportunidade de que ele tome decisões importantes (por exemplo, o sabor do bolo).

Caso algum comportamento não saia como planejado, aponte o erro pontualmente, mas nunca critique a criança como se sua falha anulasse tudo de legal que ele aprendeu e colocou em prática até aqui.  Mostre que você se importa! Brincadeiras se tornam muito mais importantes quando você está por perto. Lembre-se: o maior presente que seu filho pode receber de você é o seu carinho e atenção. A criança que tem a oportunidade de desenvolver uma autoestima saudável carrega esse ensejo por toda sua vida e se torna um adulto mais justo, coerente, seguro e feliz. ”

Stéfanie Viudes é formada pela Universidade Federal de São Paulo. Atualmente, estuda pós-graduação em Gestão Estratégica de Pessoas, e atua como Analista de Recursos Humanos. Também trabalhou por 5 anos na área da saúde da criança e do adolescente.

Escrito por: Maria Luísa Bergamasco

Jornalista. Acredita que através da informação e do conhecimento, famílias podem trocar experiências e expandir suas ideias. Adora ouvir histórias, comer petiscos e sentar em botecos.

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